• 10/05/2017
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  • POR Polifrete

Um panorama das rodovias brasileiras


Como já sabemos, a distribuição da logística de transportes no Brasil revela uma predominância do modal rodoviário, bem como sua concentração na região Centro-sul com destaque para os estados de São Paulo e Minas Gerais. Estudos colocam aproximadamente
60% das cargas sendo transportadas pelas rodovias brasileiras.

Mesmo com distribuição desigual pelo território nacional, a malha rodoviária tem vascularização e densidade muito superiores às dos outros modais de transporte e só não predomina na região amazônica, onde o transporte por vias fluviais tem grande importância, devido à densa rede hidrográfica natural.

 

Mas como anda a qualidade das rodovias brasileiras?

Segundo o Sistema Nacional de Viação – SNV, a malha rodoviária do Brasil é de 1.720.756 km, sendo 211.468 km de extensão pavimentados, contrapondo-se aos 1.351.979 km de rodovias não pavimentadas. Ou seja, 80,3% não possui asfaltamento. Ao todo, o país tem 12,1% de rodovias pavimentadas; os outros 7,6% são vias planejadas, isto é, ainda não saíram do papel.

Em média, a cada ano, a extensão das rodovias federais pavimentadas cresce aproximadamente 1,5%, o que resultou em uma ampliação em torno de 12,0% no acumulado dos últimos 10 anos. Entretanto, de 2015 para 2016, percebe-se uma redução da extensão de rodovias federais pavimentadas (de cerca de 2,7%). Essa redução é resultado da transferência de cerca de 4.500 km de rodovias federais para os Estados e para o Distrito Federal por força da MP nº 082/2002. Essa diferença só foi efetivada, contudo, após a publicação da Medida Provisória MP n° 708/2015, que, por sua vez, foi posteriormente sancionada por meio da Lei n° 13.298/2016.

A falta de pavimentação é apenas um dos problemas da infraestrutura logística brasileira. Em 2013, 300 profissionais das 250 empresas que mais faturaram no setor participaram de uma pesquisa do Instituto Ilos, e 99% disseram acreditar que a infraestrutura logística causa perda de competitividade para o país. Ao todo, 97% apontaram que estradas mal conservadas são o principal problema. Levantamento da Confederação Nacional do Transporte (CNT), também de 2013, foi além: viu que o acréscimo médio do custo operacional devido às condições do pavimento das rodovias brasileiras é de 25%.

 

Rodovias federais pavimentadas por região

Segundo estudo da CNT, a Região Norte é a que possui menor extensão de rodovias brasileiras federais pavimentadas (13,7%, 8.919 km), o que pode ser explicado, entre outros aspectos, pela existência de uma rede hidrográfica bastante densa, possibilitando que grande parte dos deslocamentos sejam realizados pelo modal aquaviário. Porém, a implantação de rodovias pavimentadas propiciaria uma melhor integração com o restante do país e a criação de possíveis rotas para o escoamento de outros produtos, reduzindo, assim, os custos logísticos e aumentando a competitividade dos produtos nacionais. A região Nordeste possui 30,8% de rodovias federais pavimentadas, a Sudeste 19,3%, a Sul 18,5% e a Centro-Oeste 17,6%. Em relação à extensão das rodovias federais pavimentadas de pista dupla, de 2006 para 2016, houve um acréscimo de aproximadamente 78,4%, passando de 3.487 km para 6.221 km.

 

Rodovias federais pavimentadas por estado

Ainda seguindo o estudo da CNT, os estados com maior malha pavimentada em são Minas Gerais (25.823,9 km); São Paulo (24.976,6 km); Paraná (19.574,1 km); Bahia (15.910,7 km); e Goiás (12.760,6 km). Já aqueles que têm menor malha pavimentada são Amazonas (2.157,0 km); Acre (1.498,2 km); Roraima (1.462,8 km); Distrito Federal (908,0 km); e Amapá (528,1 km).

 

Luz no fim do túnel?

Mesmo assim a qualidade das rodovias brasileiras melhorou no ano passado, revelou a Confederação Nacional do Transporte (CNT), que publicou seu anuário estatístico. Segundo o levantamento, as rodovias com avaliação “boa” ou “ótima” passaram de 37,9% para 42,8% da malha entre 2014 e 2015.

A participação das estradas com avaliação “regular” caiu de 38,2% para 34,8% no mesmo período de comparação. A classificação de “ruim” e péssimo” também recuou, de 23,8% para 22,4% do total de 100 mil quilômetros de rodovias avaliados.

Os pontos a melhorar são muitos? Sim. Temos condições de mudar consideravelmente o cenário atual? Temos. Basta um pouco mais de cuidado dos órgãos responsáveis, os resultados positivos para a economia serão imediatos. A Polifrete acredita que a situação da infraestrutura das rodovias brasileiras vai sair da situação que se encontra atualmente e coloca à disposição sua ferramenta de aluguel de fretes, diminuindo custos dos contratantes, facilitando e movimentando o mercado.


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