• 30/05/2018
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  • POR Polifrete

A importância dos caminhoneiros para o mercado e economia do Brasil

O aumento do preço do barril de petróleo e a alta do dólar originaram uma série de gargalos e problemas setoriais que acabou na greve dos caminhoneiros desde a semana passada. A paralisação coloca em questão a política de preços da Petrobras, o modelo de exploração do petróleo, as limitações logísticas do transporte no país e os impactos da concessão de créditos setoriais.

Isso tudo em meio a um processo de recuperação econômica que, lento demais, não permite aos governos federal e estaduais abrir mão de impostos que representam cerca de 45% do preço da gasolina e 29% do diesel.

A greve dos caminhoneiros foi mobilizada através de aplicativo de mensagens, com protestos que põem em questão a política de preços da Petrobras e modelo de exploração do petróleo com consequências sérias para o cotidiano das pessoas em todo o país.

Entenda o que os caminhoneiros estão pedindo

Segundo o documento oficial do chamamento de greve, postado no site da Associação Brasileira de Caminhoneiros – Abcam, o principal propósito da paralisação é tornar o óleo diesel (combustível de veículos pesados) isento de impostos, ou seja, o fim das alíquotas do PIS (Programa de Intervenção Social) e do Cofins (Contribuição para o Orçamento da Seguridade Social). Diante da pressão dos trabalhadores, a Câmara dos Deputados aprovou, no domingo, 27/05, uma medida que vai gradualmente zerar a cobrança desses impostos sobre o óleo diesel até o final de 2018, mas mesmo assim, os caminhoneiros avisaram que a greve só terminaria após a publicação da decisão no Diário Oficial.

A greve dos caminhoneiros refletiu em diversos setores no Brasil, visto que, praticamente tudo o que é utilizado no país passa por um caminhão. Transporte tão importante, mas onde os  profissionais sofrem com baixos salários e preconceitos de diversos lados.

A rotina de um caminhoneiro inclui o transporte de cargas diversificadas e os ganhos variam de acordo com diversas questões, como por exemplo, se o motorista é dono do seu caminhão (motorista autônomo) ou se trabalha para uma empresa. Em muitos casos, é preciso mais do que apenas carteira de habilitação para se profissionalizar na área, em que,  a experiência com diferentes tipos de transporte e carga conta muito.

Propostas dos caminhoneiros

Os caminhoneiros apresentam duas propostas para o governo Temer. Uma delas é a criação de um sistema de subsídio para aquisição de óleo diesel por parte dos transportadores autônomos e a outra a fundação de um “Fundo de Amparo ao Transportador Autônomo” destinado ao custeio de um programa para aquisição de óleo diesel, sendo a sua principal fonte de recursos composta por qualquer contribuição que o governo federal achar conveniente.

Paralisação continua, apesar de concessões do governo

Apesar das medidas anunciadas pelo presidente Michel Temer na noite de domingo, como o aumento no desconto por litro de diesel, a isenção da Cide – Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico para o diesel comercializado, dentro do território nacional, para transportadores autônomos e outros, a segunda-feira, 28/05, foi atípica, com baixa circulação de automóveis e os postos sem combustível.

A greve dos caminhoneiros completou nove dias na terça-feira, 29 de maio e, algumas rodovias importantes do Brasil continuavam bloqueadas por protestos. Embora a greve não tenha chegado ao fim, o movimento perdeu força em muitos Estados e, assim, postos de combustíveis começaram a ser reabastecidos. De acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis – ANP, o abastecimento de etanol, gasolina e diesel no país deve demorar ao menos uma semana para normalizar.

Mesmo assim a greve teve apoio nas ruas, foi um mal necessário, onde muitos foram favorável à paralisação, desde a defesa de intervenção militar a sugestões de aproveitar o momento para parar todo país.

A importância da profissão para o mercado e para a economia do Brasil

Os caminhoneiros representam a maior responsabilidade de reabastecimento de mercadorias para o comércio. A ausência desses profissionais traz sérios reflexos, principalmente nas pequenas e médias empresas, e dificulta a prestação de serviços, como abastecimento de água, combustível e outros, visto que, cerca de 60% do transporte de cargas do Brasil é feito por caminhoneiros, principalmente os autônomos.

Representa também boa parte do Produto Interno Bruto – PIB. Se não há transporte, consequentemente não há geração e distribuição de riqueza. A economia trava e o PIB congela. As greves causam impactos nas exportações sendo mais um número negativo para a economia do país.

As cargas não conseguem chegar aos portos, como aconteceu com o Porto de Santos, que teve que paralisar suas atividades e, consequentemente, produtos brasileiros, como a carne, deixaram de ser exportados.

De uma forma geral, a profissão de caminhoneiro é uma das mais importantes do país, e luta para ser valorizada e reconhecida como deveria e por melhores condições de trabalho.

O Polifrete apoia os protestos dos caminhoneiros e está junto nessa boleia. Reivindique seus direitos sem vinculação de partidos políticos!

 

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