• 11/10/2018
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  • POR Polifrete

Presidente eleito terá, logo de cara, uma bomba relógio para desarmar

 

O próximo presidente que fique esperto! Jair Bolsonaro ou Fernando Haddad terá uma bomba relógio nas mãos para desarmar, pois os rumores sobre uma nova paralisação estão em alta e dependendo da atenção e proposta para a solução que o presidente eleito der, uma nova greve pode sim acontecer!

 A greve dos caminhoneiros realizada em maio deste ano, pegou o Brasil de surpresa e ninguém imaginava o tamanho de sua repercussão nacionalmente e internacionalmente. O próprio governo federal  não acreditava que o movimento parasse o Brasil.

Entre os motivos dessa suposta greve estão o reajuste do diesel, discordâncias sobre a tabela, falta de fiscalização e os prejuízos que os caminhoneiros autônomos do país estão tendo.

A greve dos caminhoneiros ocorrida em maio é justa, democrática e é motivo de orgulho. A nação não pode perder as esperanças e nem deixar de lutar, pois, é através da união dos esforços que poderemos ser bem governados e ter as condições dignas de vida que todo cidadão merece ter, e isso engloba a dignidade dos caminhoneiros, sendo um assunto delicado a ser tratado pelo futuro presidente.

A Tabela de Frete foi uma das exigências feitas pelos caminhoneiros na greve que paralisou o Brasil por 11 dias no mês de maio, mas muitos veem a tabela como um atraso ao modelo econômico-social brasileiro e que ela traz enormes impactos financeiros para a população que mais necessita de alimentos.

A longo prazo, a Tabela do Frete pode prejudicar até os próprios caminhoneiros autônomos, que reivindicaram a tabela, visto que, caso os preços fiquem de fato em patamares acima do mercado, as empresas podem decidir aumentar sua frota própria e contratar caminhoneiros, em vez de usar os serviços de motoristas autônomos e isso os prejudicará na medida em que for reduzindo a procura pelos seus serviços.

Segundo uma análise do grupo de pesquisa em logística da ESALQ – Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da USP – Universidade de São Paulo, a adoção de uma tabela com valores mínimos de frete no Brasil pode aumentar os preços dos alimentos nos supermercados e ameaçar as exportações de commodities – matérias-primas, dentre outros efeitos negativos, sendo um assunto de extrema importância a ser tratada pelo presidente eleito.

A verdade é que a Tabela de Frete tenta resolver um problema, mas, acaba criando outros que são ainda mais difíceis de solucionar. Ela acaba desestimulando a qualidade e a produtividade e se torna negativa, pois, impede que haja preços diferentes, comprometendo a qualidade do serviço prestado pelo caminhoneiro. Por exemplo,  um autônomo que trabalha com caminhão novo e faz entregas em uma velocidade maior receberá o mesmo valor de frete que um caminhoneiro em um caminhão velho e que seja mais lento na prestação de serviço.

Outro possível efeito negativo da adoção da tabela, é a verticalização das operações de transporte nas diversas organizações, ou seja,  uma empresa de determinado setor, que costumava contratar transportadoras ou caminhoneiros autônomos, passa a se encarregar do transporte. É o caso da Cargil que optou pela aquisição de uma frota própria de caminhões e a contratação de motoristas. A JBS também comprou 360 caminhões em junho para ampliar sua frota e pretende fazer mais aquisições para outras unidades.

Além disso, se a fiscalização da aplicação da tabela não for levada a sério, ocorre o mercado paralelo, no qual os caminhoneiros autônomos acabam oferecendo preços mais baixos que os tabelados.

Mas o motivo de uma nova greve não são só esses, a Tabela de Frete foi um plano de contingência, mas ficou muita coisa mal resolvida, como:

Redução de incentivos fiscais:  para exportadores e as indústrias química e de refrigerantes. Para conseguir compensar a perda de receita com o acordo firmado com os caminhoneiros para o fim da paralisação da categoria. A medida representou R$ 4 bilhões aos cofres públicos;

Aposentadoria dos caminhoneiros: os caminhoneiros, sejam autônomos ou de carteira assinada, tinham direito à aposentadoria especial com 25 anos de contribuição, independente da idade. Normalmente entre os 40 e 50 anos de idade, em virtude de começarem trabalhar mais cedo, até o ano de 1995 todos os caminhoneiros ou motoristas de ônibus tinham automaticamente o direito a essa vantagem, agora após a Reforma da Previdência, corre-se o risco de não ser mais assim, de acordo com o projeto apresentado pelo Governo Federal, e, caso aprovada, só terão direito a aposentadoria especial aqueles trabalhadores que comprovarem dano à saúde em virtude do exercício da profissão.

Melhoria nas condições de trabalho: qualidade de vida, menos tributos, preços da Petrobrás, segurança, pagamento de pedágios, situação das rodovias, entre outros.

Fiscalização Rodoviária: muitas empresas não estão seguindo a tabela. Na prática a fiscalização da tabela mínima de fretes não está ocorrendo de forma eficiente. Segundo a ANTT foi aberto um canal para o envio de contribuições da população em relação ao assunto. Para denunciar empresas com fretes abaixo da tabela, o estradeiro pode entrar em contato com Ouvidoria da ANTT, canais de atendimento: telefone: 166, e-mail: ouvidoria@antt.gov.br e site da agência: www.antt.gov.br, na aba “Fale Conosco” e depois “Atendimento por chat”.

Mas mesmo assim os caminhoneiros ainda se sentem lesados e pretendem recorrer ao novo Presidente da República para colocar em ordem todos esses problemas!

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