• 05/07/2017
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  • POR Polifrete

Caminhoneiros protestam contra roubos de cargas no Rio de Janeiro

 

Os roubos de carga se tornaram uma das principais fontes de renda das quadrilhas de traficantes de drogas. Desde 2011, o número de ocorrências no estado do Rio Janeiro triplicou, chegando a 9.870 casos registrados em 2016, número recorde desde o início da série histórica, 24 anos atrás.

Os caminhões são interceptados nas estradas, principalmente na Via Dutra, na Washington Luiz e na Avenida Brasil. Na terça – feira, 30 de  junho (2017), os caminhoneiros voltaram a fazer uma manifestação na Avenida Brasil, contra o aumento dos roubos de carga no Estado do Rio de Janeiro e devido ao protesto, o trânsito ficou engarrafado. De acordo com o Centro de Operações da Prefeitura – COR, o congestionamento na Avenida Brasil chegou a 17 quilômetros. Já em outras vias expressas do Rio, o engarrafamento chegou a 56 quilômetros. O COR chegou a recomendar que a população optasse pelo BRT, metrô ou trem.

A principal reclamação dos caminhoneiros é o grande número de roubo de cargas nas vias que cortam o estado, principalmente nas regiões dos complexos da Pedreira e Chapadão.

Segundo o Sindicarga, a cada uma hora um caminhão é roubado nas estradas que cortam o Estado. Segundo dados do órgão, daqui há um mês o Rio vai passar São Paulo em número de cargas roubadas por dia e mais de R$ 400 milhões foi o prejuízo de empresários do Rio, só neste ano, com este tipo de crime. No ano passado, a entidade estima que teve um prejuízo de R$ 1 bilhão.

Donizette Pereira, empresário e um dos representantes do Sindicarga explica que uma cidade como o Rio não pode ficar abandonada pelos governos Federal e Estadual, é necessário segurança. O Sindicarga, que representa a categoria, já falou e enviou ofícios para as autoridades, mas, infelizmente nenhuma ação foi feita para conter os roubos de cargas no Estado e se continuar assim vão ter que parar de abastecer o Rio. É preciso fechar os acessos as comunidades onde ocorrem os assaltos, pois, a categoria está tendo prejuízos enormes, os funcionários saem pra trabalhar, mas não sabemos se eles irão voltar vivos.

Segundo relatos dos manifestantes, muitos caminhoneiros estão abandonando a profissão por causa da violência e da falta de segurança nas estradas do estado e as seguradoras têm aumentado os valores para quem faz transporte de cargas para o Rio e isso acaba encarecendo os produtos para os consumidores da cidade.

De acordo com o coronel da Polícia Militar Venâncio Moura, diretor de segurança do Sindicato de Empresas de Transporte de Carga – Sindicarga, a situação no Rio está insustentável, os empresários que transportam cargas estão prestes a parar. Os governantes precisam agir imediatamente, o estado está sem recursos e não está tendo poder de respostas. As iniciativas dos empresários já se esgotaram e o desabastecimento será certo se continuar assim.

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